← Blog

O que um otorrino trata? Ouvido, nariz e garganta na prática clínica

Otorrino trata muito além de dor de ouvido: sinusite, zumbido, rouquidão, apneia e mais. Veja o que essa especialidade cobre na prática.

Otorrinolaringologista é o médico que cuida de ouvido, nariz e garganta, mas essa definição de três palavras esconde uma lista grande de queixas que passam por esse consultório. Zumbido, rouquidão que não passa, sinusite que volta todo mês, ronco, nariz entupido o ano inteiro — tudo isso é otorrino. Vale entender o que cada região cobre na prática, porque muita gente demora a procurar o especialista certo por achar que o problema é “clínico geral” ou vai passar sozinho.

Ouvido: dos zumbidos às infecções recorrentes

Na parte de ouvido, o otorrino avalia dor, coceira, sensação de ouvido tampado, perda de audição progressiva ou súbita, zumbido constante e tontura associada a problema do labirinto. Também trata infecções de ouvido (otites), que em crianças costumam ser recorrentes, e acúmulo de cera que bloqueia a audição — a remoção de cerume impactado, feita com instrumental adequado, é um dos procedimentos mais comuns do consultório.

Zumbido merece atenção à parte porque tem causas bem diferentes entre si: exposição a ruído, alteração de pressão, problema vascular, uso de certas medicações. A avaliação presencial, muitas vezes com exame de audiometria, é o que direciona se o caso precisa de acompanhamento simples ou investigação mais aprofundada.

Nariz: sinusite crônica, desvio de septo e obstrução

O nariz é onde a especialidade de rinoplastia se cruza com o otorrino clínico. Sinusite (aguda ou crônica), rinite alérgica, desvio de septo, pólipos nasais e obstrução nasal persistente são queixas de nariz tratadas na rotina. Nem toda obstrução nasal é a mesma coisa: pode ser inchaço da mucosa por alergia, pode ser estrutural (o septo torto de nascença ou por trauma), pode ser os dois juntos.

Quando a obstrução é estrutural e atrapalha a respiração, a rinoplastia funcional entra como opção — o objetivo do procedimento é corrigir o componente anatômico que dificulta a passagem de ar. Isso é diferente da rinoplastia estética, que trabalha o formato do nariz com planejamento individualizado para cada rosto. Os dois objetivos podem, em alguns casos, ser tratados na mesma cirurgia, mas isso é decisão que depende de exame físico e de imagem, não de preferência do paciente sozinha. O resultado, funcional ou estético, varia conforme a anatomia de cada pessoa e a avaliação presencial é o que define a indicação.

Garganta: amigdalite, rouquidão e apneia do sono

Na garganta, entram dor recorrente, amigdalite de repetição, rouquidão que passa de duas ou três semanas sem explicação, dificuldade para engolir e roncos. Rouquidão persistente é sinal de alerta clássico da especialidade — pode ser algo simples como uso excessivo da voz, mas também pode indicar nódulo em corda vocal ou outra alteração que só um exame de laringe (laringoscopia) identifica.

Ronco e apneia do sono também são avaliados pelo otorrino, porque muitas vezes a obstrução tem origem em amígdalas grandes, desvio de septo ou colapso de estruturas da garganta durante o sono. O tratamento pode envolver desde mudança de hábito até cirurgia, dependendo do que o exame mostrar.

Quando vale marcar a consulta

Alguns sinais que costumam justificar avaliação sem enrolar:

  • Dor de ouvido ou de garganta que passa de uma semana
  • Zumbido constante, principalmente se só de um lado
  • Nariz entupido o dia inteiro, todos os dias, há meses
  • Rouquidão sem melhora depois de duas a três semanas
  • Ronco alto com pausas na respiração relatadas por quem dorme perto
  • Sinusite que volta mais de três ou quatro vezes por ano

Nenhum desses sintomas tem uma causa única. É por isso que a consulta, com exame físico e às vezes exame complementar, é o passo que direciona o tratamento — não dá para adivinhar pela lista de sintomas sozinha.

Atendimento clínico e cirúrgico

O otorrino atende tanto a parte clínica do dia a dia — infecção, alergia, acompanhamento de rotina, inclusive por convênio — quanto casos que pedem avaliação cirúrgica, como desvio de septo, pólipos ou indicação de rinoplastia funcional e estética. São dois tipos de atendimento com propósitos diferentes, mas que passam pelo mesmo exame inicial.

Se alguma dessas queixas é a sua, o caminho é marcar avaliação. Fale com o Dr. Fellipe Cunha pelo WhatsApp.

Dr. Fellipe Cunha — CRM-GO 16.147 · RQE 11

otorrino · otorrinolaringologista · ouvido nariz garganta · saude · rio verde